PF investiga compra de respiradores pela Prefeitura de Fortaleza

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Com a deflagração da Operação Dispneia ontem, a Polícia Federal (PF) irá aprofundar as investigações sobre a suspeita de irregularidades nas aquisições de 150 respiradores, para tratar pacientes com a Covid-19, pela Prefeitura de Fortaleza (PMF) e o Instituto Doutor José Frota (IJF). Os dois contratos somam R$ 33,8 milhões, dos quais R$ 22,7 milhões já foram pagos à empresa BuyerBR Serviços e Comércio Exterior Ltda. A Prefeitura de Fortaleza afirma que os contratos foram cancelados e o dinheiro será integralmente devolvido a qualquer momento. Uma parcela no valor de R$ 5,1 milhões já foi depositada nos cofres do Município.

O delegado regional de Combate ao Crime Organizado da PF, Paulo Henrique de Oliveira Rocha, afirmou que as compras têm indícios de sobrepreço e de contratação de empresa sem capacidade técnica. “Essas contratações foram feitas para atender necessidades emergenciais, devido à Covid-19, mas foram verificados que os preços não estavam de acordo com o mercado e que a empresa teria recebido parte dos recursos de forma adiantada e sem as devidas garantias”, disse o delegado.

Cada respirador foi comprado pela Prefeitura e pelo IJF por cerca de R$ 234 mil, enquanto, de acordo com a investigação, outras prefeituras e instituições brasileiras adquiriram o equipamento por R$ 60 mil (valor quatro vezes menor) e o próprio Estado do Ceará, por R$ 117 mil (metade do preço). A investigação teve o apoio do Ministério Público Federal (MPF) e da Controladoria-Geral da União (CGU).
O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, rebateu as acusações dizendo que a comparação de preços foi “um dos pecados capitais da investigação”. ” Um erro grosseiro de comparar numa mesma tabela diferentes equipamentos, comprados em épocas diferentes, algumas relativas a 2019, outras no começo do ao, antes da pandemia. Comparam equipamento de R$69 mil com um de R$230 mil como se ambos fossem iguais”, disse em live na noite de ontem.
As investigações seguem em diversos estados, a operação “apinéia” tem como objetivo investigar o uso dos repasses do governo federal para o combate ao COVID-19 nos estados e prefeituras.

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